"BIOGRAFIA"

Susana Custódio

 

SUSANA CUSTÓDIO nasceu em Lisboa em Maio de 1949, reside em Sintra desde os 18 anos.
A ausência de demonstração de carinhos e afectos por parte de um dos progenitores levou-a desde muito cedo (aos 14 anos) a escrever alguns “rabiscos” a que ela chama “ESTADOS DE ALMA”.
Estudou em Lisboa., depois de acabar os seus estudos viajou para Londres onde foi aprimorar a Língua Inglesa, depois viajou para África mais propriamente Moçambique, País pelo qual viria a ter uma “Grande Paixão” que ainda hoje perdura.
É uma apaixonada por línguas estrangeiras, contínua ainda hoje a estudar e está aprender a língua Holandesa.
Leccionou durante muitos anos a língua Inglesa.
Gosta muito de viajar, conhecer outros costumes, outras pessoas e seus estilos de vida.
Os seus “rabiscos” como ela lhes chama nunca teve vontade de os compartilhar com ninguém até ao dia em que conheceu um poeta que a incentivou a divulgá-los.
Tem um filho, o Pedro que é a razão por quem tem vivido. Agora com o filho já um homem está a tentar fazer aquilo de que gosta e a tentar ser feliz.
Aos 27 anos ganhou um prémio de literatura ao responder a um desafio feito pelo Inspector Varatojo na RTP o qual desafiou os Espectadores a escreverem um conto inédito sobre a grande escritora inglesa de ficção policial AGATHA CHRISTIE.
Tem alguns contos escritos e poesias.
Foi no ano de 2007 que se integrou num grupo de poetas e começou a frequentar e a promover “Encontros Poéticos”.
No recantodasletras.uol.com.br podem ler-se alguns dos seus poemas.
Tem um Blog em: www.susanacustodiosusana.spaces.live.com/
Alguns dos seus poemas já foram lidos em:
- Momento Poético – Radio DigitalFM
- Todos os sábados a podem ouvir no programa, a Argentino:
- “Poesía y Algo Más” www.arinfo.com.ar
- Aos domingos podem ouvi-la em "CALEIDOSCÓPIO" em www.raices885.com.ar
- É membro da A.P.P. - ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE POETAS
- É membro dos Poetas del Mundo - CONSUL DE SINTRA
- É membro dos POETAS DO POVO - Grupo de Sintra
- É membro efectivo da AVSPE - ACADEMIA VIRTUAL SALA DE POETAS E ESCRITORES)

-LIVROS:

- II ANTOLOGIA NACIONAL DE POESIA
Novos Poetas, Novos Talentos
(Editora: Mar de Ideias)
- ANTOLOGIA PARA OS PAIS
(Editada pela: ULLA)
- ANTOLOGIA
ESCRITORES BRASILEIROS
... e Autores em Língua Portuguesa
8ª. Edição
(RB Editora)
- ANTOLOGIA - FLORILÉGIO DE NATAL da TERTÚLIA "RIO DE PRATA" E CONVIDADOS
- ANTOLOGIA DO AMOR
Editada pela: ULLA)
- A NOSSA ANTOLOGIA - ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE POETAS
XV Volume - 2008/2009
- Antologia do Fantástico
Editora: Edita.ME - Outubro de 2009
“Susana é uma pessoa inteligente, de uma sensibilidade extrema, de uma vontade de tudo querer aprender tão grande, que logo me chamou a atenção. Sempre a incentivei a escrever e a acompanhei na procura do seu desejo de aprender.
Embora nos seus escritos se note uma grande tristeza ela sabe ser alegre e divertida. É um privilégio tê-la como amiga”.
(Dr. Manuel de Lima)
 
Actual Membro de "Confrades da Poesia"
 
Sites e Blogs
 http://susanacustodiosusana.spaces.live.com/ - susana05@netcabo.pt
 
O NOSSO ESPAÇO


Surgiste qual génio da lâmpada
Em letras finas me contactaste
Deste lado sentia-me aconchegada
Respondendo a tudo que perguntaste

O tempo foi passando e não foi em vão
Ambos semeámos uma linda seara
Durante esse fictício quente Verão
Coisa que já vai sendo muito rara

Soltaram desejos no nosso peito
Ambos desejámos o trigo colher
Para tal levámos a efeito
O nosso espaço para nos acolher

É aí que entre grandes e loucos beijos
Os nossos corpos se entrelaçam
Dando largas a estes desejos
Fogo e loucura total nos amassam

Libertamos o néctar desejado
A qualquer hora do dia ou noite de luar
Neste espaço por nós idealizado
Fundimos os corpos no verbo amar
 


 

 

 

Voltei ao Ribatejo
 
 
Que beleza é montar um lusitano
Um puro sangue Alter de nobre porte
Com a leveza da espora a dar-lhe o norte
Dar-lhe o calor do amor de um ser humano
 
Como é bela a Lezíria assim vivida
Nas margens desse tempo adocicado
Correr pelo Ribatejo engalanado
À cadência do trote desta vida
 
Há cheiros de torricado pelo ar
Que bons são esses dons para cheirar
São aromas da vida dos campinos
 
Há casarios branquinhos a brilhar
Coloridos fandangos a vibrar
E há fé nas igrejas e nos sinos
 
Susana Custódio
ESCREVER OU NÃO ESCREVER UM POEMA DE NATAL
 

Que se poderá escrever num poema de Natal
Que outros poetas já não tenham escrito
São sempre as mesmas palavras
Que jorram no mesmo caudal
Papel brilhante, laços coloridos
Ruas enfeitadas, luzes multicores que piscam
Musicas de grandes compositores
Que aos meus ouvidos soam como um grito
Mas afinal que se poderá escrever num poema de Natal?
Que outros poetas já não tenham escrito?
Os ricos têm mesa farta, nada lá falta
Os pobres têm o que podem
E outros nem têm um abrigo,
Também existem os que estão doentes
Lembrando Natais de tempos já idos
Mas afinal que se poderá escrever de novo num poema de Natal?
Vamos então celebrar a data de nascimento
Deste Menino que afinal só queria ensinar-nos
O verbo Amar em todos os seus tempos
E não só agora neste dia mas em todos os dias
Por isso vos proponho que na mesa
Onde todos nos reunimos
Comemos, bebemos e rimos
Nos lembremos d ’Ele
Que esta festa é em sua memória
Para isso vos convido a colocarmos
Nessa mesa uma cadeira vazia
E se alguém nessa noite tocar na nossa porta
A convidemos a entrar e à mesa se sentar
Nunca saberemos se por acaso
Jesus nos virá visitar
E connosco quererá o seu aniversário celebrar
 
 
 
 
 
MAIS UM OUTONO
 
Sobre folhas secas caminho
Estranho ruído nos meus passos
Os pensamentos em redemoinho
Memórias deste amor crasso
Foi tão breve o amor vivido
Agora é dor que atormenta
E lateja neste coração sofrido
A cada recordação violenta
Vai doer-me a tua ausência
Neste tempo sinto já o frio
Piso folhas secas com violência
Esperando mais um Outono
Que se adivinha já vazio
Nos tons dourados do abandono
 
 
Susana Custódio
 
 
 
ODE PARA O LUIS DA MOTA FILIPE
 
 
 
“ Se fosses uma ave, serias uma Gaivota “
 
  
A nossa querida Lisboa viu-te nascer
Ali deste o primo grito para o mundo
Entretanto para Montelavar foste viver
De menino tornaste-te um jovem fecundo
 
Da bela Vila de Sintra bebeste os ares
Entre paisagens e palácios de encantar
Nas praias daqui divagaste por mares
À bolina da tua voz nos fazes navegar
 
Junto ao mar a tua alma esvoaça
Qual gaivota livre endoidecida
Buscando o teu rumo com graça
 
A mesma com que escreves poemas
Essa mestria em ti, destemida
Qual orquestra que reges sem dilemas
 
 
Susana Custódio
 
 
 
 
 
 
 
 

"CONFRADES DA POESIA"

www.osconfradesdapoesia.com