"BIOGRAFIA"

"Maria Alberta"

 
 

Maria Alberta Domingues – natural de Chaviães – Melgaço; nasceu a 01 de Janeiro de 1941. Tem como Habilitações Literárias – 4ª classe.
Gosta de ler e fazer os seus versos, onde os mesmos serão ditos nos arraiais festivos.
Escreve para "A Voz de Melgaço".
Reserva-se de não publicar alguns de seus versos, dado o teor do seu vocabulário ter uma dose de calão regional. porém repletos de humor e sentido crítico especiais para alegrar convívios entre amigos e tertúlias poéticas.
 
É membro de "Confrades da Poesia" - Amora / Portugal.

 
 
Bibliografia:
Não tem livros publicados.
 
Sites:
Não tem
 

 
 
Bendita seja esta casa
 
 
Bendita seja esta Santa Casa;
Que vos dá acolhimento;
Assim estais amparados;
E com menos sofrimento.
 
Eu venho a esta casa;
Trago experiência e saber;
E a conviver convosco;
Mais e mais vou aprender.
 
Até morrer aprender;
É o que diz o refrão;
Basta ter boa vontade;
E abrir o coração.
 
Velhice é longevidade;
Velhice é fragilidade;
Velhice não é doença
É o peso da idade.
 
A alegria se transforma
Em carinho e um beijo;
Quero dar-vos alegria;
É esse o meu desejo.
 
Alegria Avozinhos (as);
Que a alegria não faz mal;
Estou aqui para desejar-vos
Um Santo e Feliz Natal.
 
Comei muitas rabanadas;
E também alguns pastéis;
Eu gosto muito de vós;
Creio que já o sabeis.
 
Gosto muito de todos;
Do fundo do coração;
Quero dar os parabéns
A esta nova Comissão.
 
Com muita responsabilidade,
Sempre em todas as horas;
Um bem-haja com carinho
Para as Sr.as Directoras.
 
Que esta Casa cresça sempre;
Nós pedimos ao Senhor;
Peço uma salva de palmas
Para o Sr.º Provedor.
 
Sempre, sempre em movimento;
Chegam à noite cansadas;
Uma palavra de apreço;
A todas as empregadas.
 
A alegria que trazemos;
É tanta e tamanha;
Quero palmas, muitas palmas;
Para o Sr.º Presidente e para quem o acompanha.
 
Todos aqui reunidos,
Juntos numa só voz;
Palminhas para os Avozinhos;
Palminhas para todos nós.
 
E agora para terminar;
Creio que não fica mal;
A todos quantos aqui estão
Desejo-vos um Santos e Feliz Natal.
 
 
Maria Alberta Domingues
 
 
 
 
Excelente florista
 
 
Excelente florista;
Faz arranjos com habilidade;
Por isso já cativou;
A minha amizade.
 
Por gostar muito de flores;
Também gosto de floristas;
Conquistei o seu sorriso;
Já fiz a minha conquista.
 
Ainda tenho guardado;
O raminho que me deste;
Tua alegria a fluir;
Cresça como arcipeste.
 
Fazemos do rir orquestra;
Um sorriso celestial;
Que faças muito arranjos;
É esse teu ideal.
 
Já te disse o que queira;
O que queres saber mais;
Esta é a filosofia;
Da Bertinha de Chaviães.
 
 
Maria Alberta Domingues
 
 
 
 
 
Hoje é dia do idoso
 
Hoje é dia do idoso
Idoso não é quem quer
Dar-lhe apoio e carinho
Todos temos o dever                  
 
Ser velho é
Ter uma vida prolongada
Mas se não for bem tratado
A vida não vale de nada
 
Porque todos nós queremos
Chegar à terceira idade
Ter saúde e ter apoio
Que grande felicidade
 
Ser velho e ter saúde
É uma grande riqueza
É uma grande bênção de Deus
Um dom da Natureza
 
Ser velho é longevidade
Ser velho é fragilidade
Ser velho não é doença
É o peso da idade
 
Ser velho desamparado
É uma vida muito triste
Ser velho abandonado
Vive mas não existe
 
Quando vejo um velhinho(a)
Sinto por ele ternura
Vejo no rosto dele
Muita dor muita amargura
 
 
Eles sentem amargura
Por sentir a solidão
Vamos todos nos unir
Estender-lhe a nossa mão
 
Chegar á vossa idade
Deus sabe que eu queria
Gostava de alcançar
A vossa sabedoria
 
Hoje eu sou mais feliz
Dividindo o meu carinho
Tanto a dou a criança
Como a dou ao velhinho
 
Quando vires um velhinho
Dói-lhe um sorriso e carinho
Se ele hoje é velhinho
Um dia já foi menino
 
Eu faço um apelo a todos
Para haver solidariedade
Tratar bem nosso velhinhos
Dar-lhe a nossa amizade
 
 
Maria Alberta – Chaviães / Melgaço
 
VALORIZO A AMIZADE
 
 
Os amigos de verdade
Há poucos e são raros
Temos que os semear
Aprender a cultivá-los
 
A cultura e a amizade
Tem dois pontos de vista
A cultura se cultiva
E a amizade se conquista
 
Já semeei amizade
Em terreno bem diferente
Alguma deu-me bons frutos
Outra nem deu a semente
 
Mesmo assim continuo
A apostar na amizade
Eu preciso, faz-me falta
P’rá minha felicidade
 
Preciso da amizade
Para viver dia a dia
Se não sinto amizade
Minha alma está vazia
 
Se a minha alma está vazia
Não a deixo sucumbir
Vou à procura de alguém
Dou-lhe um bom dia a sorrir
 
Procurei a amizade
Sempre sem parar
Agora que a encontrei
Não a vou desperdiçar
 
Valorizo a amizade
Porque a amizade faz-me bem
Quem tem amigos a seu lado
Não sabe a sorte que tem
 
Maria Alberta Domingues - Chaviães
 
 
 
Eu gosto das monitoras
 
 
Eu gosto das monitoras;
Tenho-as no coração;
Estão sempre ao nosso lado;
Para nos deitar a mão.
 
Elas deitam-nos a mão;
Tem uma boa atitude;
Que Deus lhe dê alegria;
E também muita saúde.
 
Raparigas do meu tempo;
Gosto muito de vos ver;
Dai-me sempre um sorriso; (Bis)
Enquanto eu cá estiver.
 
É minha forma de vida;
Eu tenho uma vida assim;
Eu trago-vos alegria;
Vós dais-me alegria a mim.
        
Amigas, minhas Amigas;
Rapazes que aqui estais;
Com a vossa amizade;
Da tristeza me safais.
 
 
Maria Alberta Domingues - Chaviães
 
 
 
 
O TEMPO
 
 
Um dia vim para o Tempo;
Fui com ele caminhar;
Mas o Tempo é veloz
Acabou por me cansar.
 
O Tempo deu-me tristeza;
O Tempo deu-me alegria;
Ainda estou no Tempo;
Vivendo o dia a dia.
 
Eu vou na onda do Tempo;
Que vai sempre sem parar;
Agora fico sentada à espera;
De o ver voltar.
 
Deixei fugir o Tempo;
E não mais o vou apanhar;
Peço ao Tempo que volte;
Mas ele não vai voltar.
 
Quero é viver a vida;
O resto tanto me faz;
Peço-lhe encarecida;
Ó Tempo volta para trás.
 
O Tempo ensinou-me muito;
Hoje sei que não sei nada;
De tanto seguir o Tempo;
Já estou a ficar cansada.
 
Vou seguir na caminhada;
Porque sempre caminhei;
Quanto tempo vou estar no Tempo;
Não me perguntem não sei.
 
Faço as contas ao Tempo,
E a conta dá sempre errada;
Eu corro demais no Tempo;
Não consigo estar parada.
 
 
Hoje ocupei o Tempo;
A visitar uma amiga;
Por fim encontrei o Tempo;
Já não me sinto perdida.
 
É o Tempo que nos dão;
É o Tempo que nós temos;
É o tempo que gastamos;
E no tempo nos perdemos
 
Maria Alberta Domingues – Chaviães / Melgaço
 
 
AS FLORES
 
Flores, coisa mais linda;
De beleza sem igual;
Eu tenho sempre flores;
Nos canteiros do quintal.
 
Eu admiro flores;
Alegram a minha vida;
Eu gosto de um malmequer;
Como de uma margarida.
 
Flores são viajantes;
Sem precisar passaporte;
Elas estão nas nossas vidas;
Acompanham-nos na morte.
 
Quero ter sempre flores;
Na vida do dia a dia;
Com flores estou feliz;
E sinto mais alegria.
 
Tratar mal uma flor;
Isso eu não consigo;
E cuido uma flor;
Como se fosse um amigo.
 
Eu ponho as minhas flores;
No pátio e nas janelas;
Quando vejo as flores;
Meus olhos vão atrás delas.
 
Gosto de todas as flores;
Alegram meu coração;
Eu gosto muito de rosas;
Prefiro-as em botão.
 
Ponho uma flor no peito;
E tenho mais elegância;
Este gosto por flores;
Nasceu comigo, vem da infância.
 
Eu conheço umas flores;
São lindas como moçoilas;
Símbolo de liberdade;
E que se chamam papoilas.
 
Se me vieres visitar;
Traz-me um ramo de flores;
Flores que mais resistem;
São sem dúvida os amores.
 
Maria Alberta Domingues – Chaviães / Melgaço
 
 
 
 

"CONFRADES DA POESIA"

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