"BIOGRAFIA"

"José Moutinho"

 

 

José Carlos Moutinho; nasceu no Sobralinho, Vila Franca de Xira, a 1 de Junho de 1944.
Com 13 anos foi para Angola, onde trabalhou sempre na área farmacêutica e estudou até 1973, tendo completado o Curso Industrial.
Ainda em 1973, saiu de Angola e foi para o Brasil, de onde veio definitivamente para Portugal em 1980.
Foi delegado de informação médica
E nos últimos anos foi empresário da restauração. Teve restaurante na Maia, onde vive actualmente.
Está aposentado, gosta de fotografia para além da poesia.
É membro de “Varanda das Estrelícias”; “Os Confrades da Poesia” - Amora / Portugal
 
Bibliografia:
"Cais da Alma"
 
Sites:
 
 

Inquietude
 
 
Sou o mar turbulento do desassossego,
Ondas agitadas da minha inquietude,
Escura profundeza da minha solidão.
 
Esta inquietude que me arranha o corpo
E provoca emoções díspares.
 
Sou solitário no meio da multidão.
 
São confusos os meus sentimentos, sem sentido.
 
Sou a ânsia da minha ansiedade.
Sou um inconformado, insatisfeito.
Sou o ser que sou...
E não quero ser!
 
Sou a luz do sol negro
Que ofusca as minhas vontades
De estar e não estar.
 
Onde será que quero estar?
 
Sou o torpor a que me entrego,
Querendo libertar minhas ideias.
Ideias, escritas nas páginas,
De um livro da minha mente.
 
Quero ter a liberdade que desconheço.
 
Quero sair desta agitação,
Que me invade a alma
E me dilacera o coração.
 
Quero ser a ave que voa sem destino.
 
Quero gritar...e ser ouvido...
Pelo menos, por mim próprio!
 
 
José Carlos Moutinho – Maia
 
 
Rio Tejo
 
Tu que vens de tão longe,
Pequeno, quase criança,
Deslizas, crescendo pela avenida do teu leito,
Ladeado pelas alamedas,
Verdejantes, arborizadas e floridas
Das margens da tua vida,
Tornas-te adulto,
Mais maduro e belo,
Quando os raios solares,
Reflectem no teu corpo,                     
És romântico com o luar,
És sereno quando queres,
Turbulento, quando te provocam,
Podes ser a alegria e a morte,
Exiges respeito!
 
Não corras tão depressa,
Porque vais perder-te no mar
 
Um dia, recusaste-me,
Nas águas do teu ventre,
Devolveste-me à vida,
Toleraste a minha inocência!
 
Tens a grandeza da tua autoridade
Serás eternamente importante
Marcaste a minha vida
Meu Rio Tejo
 
 
José Carlos Moutinho – Maia
Sonhos
 
 
Ladeado pelas árvores da ilusão,
Caminho pela estrada da vida,
Envolvo-me nas sombras dos meus desvarios,
Perco-me na beleza do teu rosto.
 
Os meus desejos voam com os meus sonhos,
Sinto em mim a doçura do teu beijo.
 
Que a primavera seja célere
E que alguma brisa passageira,
Traga todas as cores
Do encantamento
Da sedução e do viver.
 
Que a neve que agora se faz presente,
Com o calor do sol,
Se torne macio algodão,
E nos acaricie no mais profundo
Da nossa alma.
 
Os nossos segredos serão divididos,
As emoções revividas,
E sentirei novamente
A doçura dos teus lábios,
O brilho do teu olhar
E a ternura do teu abraço.
 
Gostaria de ter hoje o teu ontem.
 
 
José Carlos Moutinho - Maia
 
 
 
 
 
 

"CONFRADES DA POESIA"

www.osconfradesdapoesia.com