"BIOGRAFIA"

"Henrique Pedro"

Henrique António Pedro; natural de Vale de Salgueiro – Concelho de Mirandela; nascido a 8 de Dezembro de 1947.
Engenheiro Geógrafo. Possui um vasto curriculum vitae.
Colaboração em jornais e revistas: Boletim do Serviço Cartográfico do Exército; Revista Militar; Boletim da Ordem dos Engenheiros; Jornal “Voz do Tua”; Jornal “Notícias de Mirandela”
É membro de "Confrades da Poesia" - Amora - Portugal
 
BIBLIOGRAFIA:
Poemas da Guerra de Mim e de Outrem - (Editora Piaget-2001); Do Povo Que Sou - (Editora Ver o Verso-2004); Minha Mátria Terra Quente – (Editora Ver o Verso-2004); Minha Pátria Montanha -                   (Editora Ver o Verso-2005); Códice da Pátria Luanca - (Editora Ver o Verso-2006); Angústia, Razão e Nada - (Editora Temas Originais-2009).
 
 
Blog: - http://henriquepedro.blogspot.pt/
 
 
A Felicidade, hoje em dia
 
 
A felicidade
Hoje em dia
Oh, que estranha poesia!
É um produto de consumo
Como outro qualquer

Que se compra a crédito
Como outras ilusões
E poderá ser pago
Em suaves prestações

No fundo
Nesta linguagem metafórica
Viver é conduzir o corpo
Cumprindo os códigos da estrada
E da vida

Mais importante será manter o corpo
E o espírito
Bem oleados
E o melhor óleo para o efeito
Se chama amor

Depois
É só seguir em frente
Por nós adentro
E talvez encontremos Deus
Numa curva do caminho
 
 
Henrique Pedro - Vale de Salgueiro - Mirandela
 
 
Fui, em tempos, um Adónis
 
Fui
Em tempos
Um Adónis

Sedutor
Campeão da ilusão
Profeta do amor
Com quem toda a jovem mulher sonhava
E mesmo muita mulher casada
E mãe
Na impossibilidade de me ter ela
Sonhava que com a filha dela
Me casava

E agora?
Agora não é tanto assim
As novas já não olham para mim
Com sedução
Apenas com doce simpatia
Para minha consolação

As mais velhas fazem-no com alegria
Não sou homem de quem se desdenha

Mas eu só já tenho poesia
Para dar
Seja erótica
Reflexiva
Sensual
Amorosa
Que importa
A que mais convenha
A quem como eu
Vê o mundo cor-de-rosa

E com o fim de todo o mal
Continua a sonhar
 
 
Henrique Pedro - Vale de Salgueiro - Mirandela
 
 
 
A amante
 
Recebe-me
De sentidos bem despertos
Braços e as pernas abertos
Rindo
E sorrindo

Oh que sorriso mais lindo!

Beija-me
Com sofreguidão
Ateia prazer
Em tudo que toca com os lábios
E com a mão
Até ao momento
Em que sopra um sopro lamento
O vento maior da paixão
Sem tradução
E ela se me dá toda
E grita
De aflição

Quando a interpenetro
No corpo
E no espírito

Então me ofereço todo
Lhe dou tudo
E grito!
 
 
Henrique Pedro - Vale de Salgueiro - Mirandela
Pequeno poema é este Pinhal
 
(Revisto)
 
Pelas minhas próprias mãos plantado
cresce livre do vil vento do mal
pelo suor do meu rosto regado
pleno poema é este pinhal!
 
Pela Natureza abençoado
viceja no meu humo ancestral
é um cântico vivo, sibilado
possui espírito universal!
 
Imune aos venenos que o vento
sopra sobre a Terra ameaçada
ares de angústia e sofrimento
 
Às aves garante o seu sustento
a mim, o dom, a dádiva sonhada
o som e o sinal dum novo tempo
 
Henrique Pedro - Vale de Salgueiro - Mirandela
 
 
 
Que fazer com tanta poesia?!
 
 
Com os milhares de poemas
Que apodrecem
Como frutos maduros
Nas árvores
Pelo Outono?!

Deixar que se desprendam
E caiam livremente
Que as aves do céu a debiquem
E os animais da terra os fossem
E pisem
E uns e outros se alimentem
E saciem
A seu bel-prazer?!

Deixar que o vento os leve
Como folhas soltas
Libertas da árvore mãe
E rodopiando
Bailando ao som do tempo
Voem
Voem
Mais e mais além?!

Sim
E não!

Continuar a escrever
A me soltar
E a me prender
Enquanto houver poesia
E poemas para desprender

Pingos de amor
E de alegria
Sons de nostalgia
Ecos de fantasia
Que perfumem
Alegrem
Adocem o viver

O meu
E de que me ler
 

Henrique Pedro - Vale de Salgueiro - Mirandela
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Este meu canto é um pranto
 
Já me dói o peito
Deste jeito de cantar
Este meu canto é um pranto
Que canto
Para me olvidar

Daquela vez que sorri
Sem saber o que fazia
Tão pouco que me perdia
Porque de amor me prendia

Agora, sim, sei
Que me perdi
Muito embora ainda assim
Continue a cantar
Este meu canto
Que é um pranto
De verdade

Não por gosto de penar
Ou por gozo de sofrer
Deste amor que é dor
Tão só para esquecer
Esta dolorosa saudade
 
 
 
 

"CONFRADES DA POESIA"

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