"BIOGRAFIA"

"Edyth Meneses"

 

Edyth Teles de Meneses nasceu a 4 de Maio, mês das flores e das mães, no Bairro de Alfama em Lisboa, mas o seu coração mora em Goa desde o primeiro dia em que pisou o belo solo goês. Aí viveu durante algum tempo e se deixou influenciar pela magia da cultura indiana.
Gosta da noite e do fado, cedo se iniciou nas artes, mais concretamente nas artes da representação, constituindo aos 17 anos o seu próprio grupo de teatro "Os 3 amigos", mas esta paixão acabaria por terminar após o seu matrimónio.
Frequentou o último ano de Psicologia não tendo terminado o curso.
Alma dedicada à poesia desde muito nova na sua vertente geral e também infantil, participa em grupos, sites e academias culturais na Internet, onde é divulgada como poetisa e escritora, tendo já publicados dois livros de poesia infantil ("Os amiguinhos da Dinha" e "Mamã, lê-me um poema").
Publicou o seu primeiro livro de poesia para adultos (Retalhos de Mim) e mais recentemente (Voando nas Asas do Tempo) participou em várias antologias poéticas.
É membro de um grupo MSN de poesia com o selo de qualidade da Unesco; “Poetas del Mundo”; “Portal Cultural Abrali”;”Poesia Pura”; “Recanto das Letras”; “Varanda de Estrelícias”; É uma das fundadora da U.L.L.A., União Lusófona das Letras e das Artes; “Confrades da Poesia” - Amora / Portugal
Abertas que estão as fronteiras do mundo das letras, avança no rumo dos sonhos e da sensibilidade.
 
Bibliografia:

"Os amiguinhos da Dinha"; "Mamã, lê-me um poema"; “Retalhos de mim”

 
Blogs: -
 
 
 
VOEI NAS ASAS DO TEMPO
 
Esta noite acordei
Com uma pomba a rolar
Dei-lhe a mão
Ela posou
E disse-me de mansinho
Para eu a acompanhar
E como lhe perguntei?
Respondeu logo seguido
Voa nas asas do tempo
Foi então que percebi
E assim a acompanhei
Foi ver o meu passado
E o futuro também
Meu passado era lindo
Mas tinha algo de errado
Voltei ao mesmo caminho
Lá estava o meu pecado
De novo…
Voei nas asas do tempo
E fui parar ao futuro
Este era diferente
Tinha tudo a brilhar
Com flores e um ar puro
Tinha Paz e tinha Amor
Tinha carinho e ternura
Tinha tudo…menos dor
Também não tinha amargura
De novo…
Voei nas asas do tempo
E fiquei atrapalhada
Porque foi tudo um sonho
E eu já estava acordada
 
Edyth Teles de Meneses - Lisboa
 
PENSANDO NO JAPÃO
 
Ainda sinto no peito
Aquele aperto
Aquela dor
Que em mim ficou
Ao ver as imagens
O mar galgando daquele jeito
Tudo amontoado e tão perto
Tudo parecia uma miragem
Mas não, para muitos, tudo findou
O horror a destruição
De dor as lágrimas sentidas
Que despedaça o coração
A revolta da natureza
Por tão maltratada ser
Tirando-lhe o espaço seu
O seu sistema mudar
Para tudo depois
Ela arruinar
É o seu grito chamando a nossa atenção
Mas o homem faz ouvidos moucos
E continua a destruição
Sinto que só…
Nada posso fazer
Apenas rezar
Pelo povo do Japão
 
Edyth Teles de Meneses - Lisboa
 
Primavera
 
 
Ao nascer do sol as flores
com seus cheiros misturados no ar
fazem lembrar que chegou a Primavera.
É hora dos pássaros cantarem sem parar
e voltarem a amar, construir os ninhos
para mais tarde os seus filhos criar.
Ouve-se novamente o riso melodioso
das crianças a brincar na rua
nas tardes que estão a crescer.
Os velhotes voltam a ocupar os bancos
que dias atrás se encontravam desertos
para longas conversas recordando tempos passados.
Que lindas são as andorinhas de peito branco a voar
buscam alimento para a seus filhos não faltar
Adoro a Primavera e seus cheiros a emanar...
 
 
Edyth Teles de Meneses – Lisboa
 
 
 
SONETO A JANEIRO
 
É Janeiro, já cai a densa chuva
E no meu rosto toca um vento frio
Ao ouvi-lo quando blasfema e uiva
Logo sinto no peito um calafrio
 
Tu és o longo e frio mês primeiro
E eu junto à lareira vou estar
Pedindo para que te vás, Janeiro
E a Primavera possa já voltar
 
Para ver de novo as flores a nascer
Vidas a germinar e renascer
Nos jardins as crianças a brincar
 
Janeiro, coisas boas, coisas más
Todos os outros que vêm atrás
Nenhum tem como tu belo o luar
 
 
Edyth Teles de Meneses - Lisboa
 
 
 
 

"CONFRADES DA POESIA"

www.confradesdapoesia.pt