"BIOGRAFIA"

"Cecília Rodrigues"

 
Cecília Rodrigues - Sou natural da Beira – Litoral província à Beira-mar plantada, Cidade: Oliveira de Azeméis (Portugal) a poucos km da praia do Furadouro, Torreira…e outras tantas lindas e azuis de areia fina …por conseguinte me identifico com o mar, sol, e nas asas da Gaivota me sinto voar. 
Desde pequena Emigrei: 1º Fui ter com meu pai a Caracas (Venezuela) mais tarde meus pais mudaram-se para o Brasil onde fui ter com eles, uma vez que já me encontrava em Portugal. 
Lá vivi maior parte de minha vida, regressando anos depois, já com um filho nos braços de apenas 6 meses de idade, hoje, com 24 anos (Guto). Dedico-me nas horas livres à poesia e ao desporto, embora não seja poeta, procuro transportar o que me vai na alma com veracidade e sentimento. 
Hoje, moro numa cidade do centro de Portugal, terra natal de meu marido (Augusto) (Viseu), cidade de paixão por adopção...amo a cidade e suas gentes. “Viseu Terra de Encanto” In "TERRA Lusíada" e ao ramo do comércio de artigos desportivos: www.deraradical.com 
Antologias que participei:
Antologia poética 2005: Terra Lusíada (Euclides Cavaco / Abrali; Brasil) - Antologia poética 2006 : Dois Povos Um Destino _ Grupo Ecos da Poesia
Membro: APP-Associação Portuguesa de Poetas - Recanto das Letras -  "Confrades da Poesia" - Amora / Portugal
 
Bibliografia:
Participa em antologias
 
Site:
www.cecypoemas.com  - http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=6113
E-mail: webmaster@cecypoemas.com
 
Jesus é  Nosso Irmão
 
Jesus é o nosso irmão
Mais que tudo é amor
A Ele pedimos o pão
A Ele Jesus Salvador
Quando nos dá a mão
Também alivia nossa dor

E com Ele a vida sorri
A Esperança não é vã
Ainda acredito em ti
Meu irmão e minha irmã
No amor que há-de florir
E em Jesus meu talismã

Com Ele sinto-me forte
Não esqueço Seu abrigo
Sigo meu rumo, meu norte
Jesus está sempre comigo
Ele é meu maior suporte
E com ele a dor fustigo

Pronuncio o Seu nome
Mas nunca será em vão
Peço que acabe com a fome
Daquele menino sem pão
Acabe a dor que o consome
Tirando-o da solidão!

Ele é o meu Horizonte
Quando seguro Sua mão
Faço-O elo da minha ponte
Na mão de Deus o meu condão
E na subida daquele Monte
Sei que terei Sua protecção

Quando pareço naufragar
Ele não me deixa à deriva
Joga o bote para me salvar
Numa Oração a dor me esquiva
E o nome de Jesus vou Clamar!
Preciso D'ele, de sua guarida!

 
 
 
Amar ao próximo, como a si mesmo(?)


Em qualquer lugar deste débil mundo
Onde gente houver, há suor, labuta,
Há gente boa, gente no submundo,
Há gente que doa, há gente que luta.

Seja teu ideal, breve ou profundo,
Não te deixes enganar pela escuta,
Nem pelo mal do alheio oriundo,
Ergue-te na Fé e dela desfruta;

Ama o próximo como a ti mesmo,
Sábias palavras, Jesus pronunciou,
Ele foi Maior Exemplo... e Expirou !


Mas o Homem persegue o tino a esmo,
Olvida, segue alheio, rotulou...
Sua pobre vida e em guerras afundou!

 
 
 
Sessenta anos depois ….


Foi há sessenta anos promulgada
Aquela lei, que os direitos relevou,
Meus sentidos que agora dizem nada,
Buscam sonhos que o homem sempre sonhou.

Onde está a liberdade tão sonhada,
Que a Esperança dos acordos reiterou?
Descortino, minh’alma indignada…
Vejo feridas que no Mundo ficou!

São cicatrizes do tempo marcadas,
Cicatrizes que o tempo não apagou!
São crianças, que ainda são violadas…

Mulheres, que ainda são apedrejadas,
Em tirania que o Mundo reprovou!..
E eu, Impotente estou, de mãos cruzadas!...
 
 
 
Soneto para amar


A aurora despontou rica e pomposa
Quando os dias, eram dias dourados
E a madrugada lasciva e ardilosa
Nos incitava ao amor enamorados

Aquele canto desde os arvoredos
Mavioso cantar nos congratulava
Na plenitude do amor e sem medos
Em nosso leito assim se realizava

Num roçar lento e doce eu delirava
Como num céu de estrelas reflugentes
Teu corpo sedoso ali, me ofertava.

E foi assim a cada madrugada
Numa entrega subtil, suave e morosa
Numa débil melodia eu valsava
 
 
 
Reflexões do meu sentir...
 
No encontro da luz com a vida
Quero a certeza de missão cumprida
Tão perspicaz como a Natureza
É inevitável esta certeza!!
Que o Amor é fonte que ilumina
É haste que a vida determina

... /...

O amor é estrela cadente...
Que brilha e nossas almas acende
Que impera no infinito de nós
Tão indispensável como no céu quando brilha
 
... / ...
Natal, ontem e hoje!

Era tão simples o meu Natal...
Colhia um azevinho no quintal,
Havia no ar, suave fragrância
Reinavam a paz e a alegria
Quando do monte o pinheiro trazia;
Era o Natal da minha infância!


Contavam-nos histórias de sonhar,
De um velhinho que nos ia visitar
Com um saco cheio de lembranças...
Em todas as casas ele entrava
P'las chaminés , onde deixava
Prendas nos sapatinhos das crianças

 
Enquanto preparava os docinhos
Minha mãe cheia de carinhos,
Não se esquecia de recomendar:
"Se dormires vais verlogo cedo,
Que o Pai-Natal sem nehum medo,
P'la chaminé desceu para te deixar ...
O que pediste muito em segredo!


Eram assim os nossos sonhos...
De olhos brilhantes e risonhos
E na mais pura inocência...
Construíamos a nossa imagem
De um Pai - Natal em viagem...
Ouvindo a nossa pertinência!


Não sabíamos o que era maldade
E que por mera crueldade ...
Num futuro próximo veria crianças
De alma pura e corpos vazios
Sem horizontes e sonhos vadios ...
E sem chaminés de Esperanças ..

Iriam se cruzar com meu olhar ,
E meio indiferente eu ia atravessar
Aquela rua cheia de gente ...
E normalmente eu seguia meu rumo...
Deixando para trás o resumo...
Daquela vida ...daquele indigente...


 
 
 
 
 
 
Poesia . . .

És companhia...nas horas cruas
És harmonia nas tempestades
Nas intempéries apaziguas
Neste Planeta em desigualdades

Nas horas certas tu compactuas
Na paz de espírito nas Irmandades
Contigo a calma tem forma de luas
E o amor perdura por eternidades
 
Também és candura, alma e luz
És aquela estrela que me conduz
Nesta via láctea de tantos horrores
 
Abraço este esteio que me propus
E na tua palavra que me seduz
visto-me de sonhos, vislumbro flores

 
 
 
"Mãe"
 
Mãe chega perto da gente
Com carinho e um sorriso
Tudo á volta é um paraiso
Mãe está sempre presente
E quando ri de contente
É porque todos os seus
Estão felizes por Deus...
É assim que agradece
Sorrindo com uma prece
E uma oração de "Mateus"


Não se esquece de ninguém
Nem sei como descrever
Ela cumpre o seu dever
Nem o perigo a detém
Mãe coragem é também
Fortaleza do seu lar
Tem carinho no olhar
E beleza em seu perfil
Como os cravos de Abril
Mãe é flor é vida e ar


É pra nós Mãe transparente
Em tudo que diz e faz
é divertida e assaz
E ajuda o seu semelhante
De imutável semblante
Segue em frente sua missão
Dá-nos tudo e compreensão
Sem nada em troca pedir
São brincos o seu carpir
Gotejado pelo chão


Quando diz : - Vais ser alguém!
O faz com toda a certeza
Pois só vê pura beleza
Pro futuro que aí vem
Pro futuro que aí vem...
Pro futuro que há-de vir
Não te quero o meu carpir
Quero sol em tua vida
Que ela seja bem comprida
Diz-nos sempre e a sorrir.


"Mãe chega perto da gente
Não se esquece de ninguém
É pra nós mãe transparente
Quando diz: - Vais ser alguém!"
 

"CONFRADES DA POESIA"

www.confradesdapoesia.pt